31 de julho de 2012

Poeta Duval: Ode à Maria

Peço-vos por um momento. Um momento da vossa vida fugaz. Do vosso desespero existencial coberto por gelados e crepes.

Aguardem meus pequenos doces de bebés fofos, cães?  Aguardem por mim. Poeta Duval. Deus Poeta. Musa das Artes. Ninfa Romântica. Menina da esquina. Perdão, não este último.

Apresento, para quem conhece e quem não conhece. A minha maior Ode. O expoente máximo de todo o meu ser, regurgitado numa obra de arte eterna. De proporções Duvalianas! Sim, "Duvaliano" é uma palavra. Significa Digno de Duval. Eu. Duval. Deus.

Yo.
video

25 de julho de 2012

Gajas Boas no Verão

Hoje acordei e decidi ser matemático e cenas desse género. Porquê? Ando a ler o livro do Jurassic Park e aquela cena tem lá o Ian Malcom que fala muito de matemática.

O gajo fala da teoria do Caos, de sistemas complexos e de equações não-lineares. Mas eu, como sou bastante ignorante em matérias de números e de cálculos, decidi fazer contas com coisas que compreendo.


Gajas!

(Compreendo gajas assim de uma forma bastante limitada, mas ainda superior à minha compreensão de matemática).

É impressão minha ou durante o verão todas as raparigas parecem ser mais boas/bonitas/caliente/fornicáveis?
Não é impressão pois não? Há qualquer coisa entre o bronze, calor, vestidos reduzidos e ingestão massiva de caipirinhas que nos leva a pensar nas caipironas de todos estes exemplares femininos que troteiam pela rua, que nem éguas.

Fiz um gráfico, utilizei dados que recolhi através da minha imaginação, logo é um pouco difícil de refutar o meu argumento. Mas digam lá o que acham?

Vemos que à medida que os meses de um ano apático avançam para a sua conclusão, encontramos nos meses de verão um aumento de gajas aparentemente boas, começando este número a reduzir à medida que o frio entra nas nossas vidas e corações.

Outra razão que encontrei, para que no verão as gajas aparentem ser mais atraentes, resume-se ao facto de eu andar brutalmente embriagado durante a maior parte dos dias e os meus valores estéticos baixarem para níveis tão diminuídos que até houve um dia em que me casei com um poste de iluminação. Prontamente irei me divorciar dele, acho que temos uma ligação sentimental.

Quero ver até onde isso chega.

PS: O propósito deste post? Fiz um gráfico porreiro para caraças e queria usá-lo.

18 de julho de 2012

Freaky Styley


Figura A: Um Amendoim Mágico que, perigosamente, se assemelha a um escroto humano.

Decidi começar este post com uma imagem do Gervásio, o Amendoim Mágico. Porquê Mágico? Porque o Gervásio andou na Escola de Hogwarts, tendo desistido no quinto ano mas amealhado um enorme conhecimento, dotes magicais e três filhos bastardos na Casa de Ravenclaw.

Amendoins Mágicos dão muito jeito, principalmente em festas de aniversários de miúdos pré-rabetas. Balões? Aborrecidos. Palhaços? Pedófilos. Jogos de computador? Muito visto.

Só um verdadeiro Amendoim Mágico consegue devolver a uma criança desdentada aquele sorriso amarelo próprio de quem não lava os dentes.
Não se deixem enganar pelo tamanho deveras mínimo do Amendoim Mágico, em momentos de necessidade o Amendoim pode ser aberto e soltar DOIS HORRÍVEIS NINJAS AMENDOINS QUE ATACAM COM SHURIKENS! Txing! Txing! Txing! Corta o braço ao velho! Txing! Txing! Txing! Corta a asa à cegonha! Fantástico!

Mas não é por isso que vos venho interromper a vida com absurdidades. Venho contar a minha última experiência com um chinês lojista.

Reparei que tenho um espaço amplo inserido nas paredes do meu armário, enquanto reflectia sobre como é que conseguiria colocar um laser numa vaca, conquistar a Islândia e impôr um regime proto-fascista, um chinês apareceu-me a sair do rabo, gesticulando e afirmando que ia abrir uma loja do chinês no meu armário vazio.

Eu prontamente disse" Epa, mas espera lá. Isto é o da Joana ou quê?", ele não percebeu a expressão porque era chinês.

Ele argumentou de uma forma muito potente, o que resultou em algo assim:
Ao que eu respondi:

















Figura B: Chinês Capitalista a revolver-se de alegria por nova empresa comercial.
Resultado? Tenho uma loja do chinês a morar no meu armário, ao lado das minhas camisas. O lado positivo é que a minha roupa está sempre organizada e passada a ferro. O lado negativo é que o meu quarto cheira a chop-suey de frango e tenho sempre fome.


Mas que bela merda.

10 de julho de 2012

O Fim da Maldição...ão

 A Maldição do Castelo Verde Parte 3 de 3

Para além do cheiro a liberdade biológica que enfesta o puro e glorioso Castelo Verde, que maldição é esta que o Rei Urso tanto fala?   

Que trama, que mistério! O suspense elevou-se durante todo este tempo e finalmente iremos saber o que é. Qual Agatha Christie! Sai da frente Scorcese, É assim que se faz um bom drama. Rei Urso, drogados e pescadores com canas de pesca feitas de dildos e papel higénico.  Shakespeare chora ao luar com tal literatura! Continuemos, portanto.

O Rei Urso descarregou um pouco mais de merda em cima do Homem, oprimindo-o. Depois iniciou a sua verborreia dramática.

“Rapazito. Tu és o Escolhido. Por alguma razão tu és o herói desta história, e não apenas porque o escritor é preguiçoso e não sabe trabalhar personagens e explorar os detalhes que dão consistência a uma narrativa. Isto de facto tem um propósito! Um propósito mais singular que o enriquecimento de um qualquer tarado de óculos que bebe Sprite enquanto arranca pêlos do cu.
Tu, meu Rapaz, foste Escolhido! Há muito tempo atrás,  mais precisamente 32 minutos antes de teres aparecido. Um Maléfico Dragão Vermelho surgiu dos céus, negro, ruivo e tenebroso. Urrou e tossiu fogo (penso que tem tuberculose) para cima de nós, o que enojou bastante a Lígia, a Cegonha Feliz e importunando o nosso ritual de uso de estupefacientes. Levou a nossa Princessa para uma qualquer Torre, numa qualquer ilha. Ele, de facto, disse-nos aonde estava, mas a merda é que nós fumamos muito... Tu sabes isso não sabes? Pronto, e esta merda do cannabis até afecta a cabeça uma beca. “

Porra, afecta? Então vou só apagar isto e já continuo a escrever.

Apetece-me comer algo, enfim, continuemos com o urso cagão. Ele devia usar uma fralda, aquilo não parece saudável.

“Adeus Rapaz! Espero que tenhas uma viagem livre de perigos e com muitas aventuras em segurança! É o voto de todos nós! Esperemos que, se voltares, ainda nos lembremos porque razão voltaste e quem és... não te garanto nada. Agora com licença vou sniffar ali uma merda.”

O QUÊ? Oh merda, perdi o resto da conversa? Quanto tempo é que estive fora. Ah, pronto, ok. Tipo o Rapaz voltou ao seu barco, acho eu. Yah, voltou. E agora vai seguir em frente, para salvar a Princessa. É um história do tipo Super Mario. O cabrão do escritor é preguiçoso e nem sequer perde muito tempo a elaborar uma narrativa penetrante que nos deixe...

Por motivos de gerência o Narrador foi afastado da narração desta história. Conflitos entre a gerência e o Narrador estarão agora a ser resolvidos em Tribunal, iremos dar notícias mais brevemente, agora, teremos um Narrador-Substituto, esperemos que o adorem.

Atenciosamente, A Gerência

Sejam Bem-vindos à minha narração. Antes do mais, queria enaltecer a glória e genialidade de Pedro Guerra Ribeiro, Deus Sexual e molestador de Castores!

Pedimos sinceras desculpas, mas de facto, arranjar Narradores neste tempo e dia é deveras complicado. Por questões de gerência, o narrador que foi contratado para substituir o outro narrador foi despedido. Tentaremos acabar a história com um narrador estagiário curricular. Pedimos a vossa compreensão e queríamos reafirmar que Pedro Guerra Ribeiro não molesta castores ou outros roedores, excepto ratos branquinhos de laboratório. E que passa os dias todos concentrado e focado nesta história de modo a proporcionar-vos tudo do bom. Agora continuamos com o nosso Narrador Estagiário.

Atenciosamente, A Gerência

Boas Pessoal! Hmm, não sei bem o que se passa. Eu acho que um puto larilas qualquer anda num Barco Azul. A sua missão é salvar uma princessa que foi raptada por um Dragão Vermelho. Tem que quebrar uma maldição qualquer. Entretanto o Rapaz avistou uma enorme cidade, arranha-céus até ao horizonte, na mesma altura viu uma garrafa com uma mensagem a boiar no mar. Pegou e leu:

“Foudasse! Precisamos de ajuda! Tipo já caralho! Se não vieres ajudar digo a toda a gente que és rabeta.”

Como o Rapaz não queria que soubessem tal coisa, seguiu em frente, ignorando que quem escreveu a nota,jamais saberia quem ele é.

Não perquem brevemente a continuação da Viagem do Barco Azul-Celeste com o capítulo: A Balada do Hipster de Bigode Mágico.

2 de julho de 2012

A Maldição do Castelo Verde


A Maldição do Castelo Verde Parte 2 de 3

O Rapaz já adorava este Castelo Verde. Mal sabia ela, perdão, ele, o que o espera.
O Rapaz andava a saltitar pelos corredores, absorvendo bastante fumo “mágico”, pois foi esse o nome que a nossa personagem deu ao fumo. Ele sentiu-se diferente, esquisito, o coração a bater, a bater, o mundo decidiu girar, girar e girar. As cores multiplicavam-se, e os cheiros, e os sabores...



Porra, não acredito, deixa-me lá fumar essa merda que ele andou a respirar, para ver se é assim tão forte...o míudo é franzino, se calhar andou a beber champomy e ficou assim. Sabem como são os putos pós-Bibi, uns fracos do caraças. Deixa-me dar uma passa.

Epa...epa...epa. Deixem-se lá de cenas, isto é do caraças. Grande cena meu.
Ok. Calma Narrador, tem calma. Não te esqueças que estás a trabalhar. Vá! Quem é o Tigre! Quem é o Tigre! Sou eu...SOU EU PORRA! Yeah. Bora lá. Onde tá o raio do puto? Eu vou ownar esta merda toda. Tá onde? Aaah. Entretanto o Puto maricas foi chamado para um encontro muito importante. Então? Vai ser violado? Ainda não é desta? Pronto, pronto. Eu já disse que continuava meu, sem stress. Não...prometo que não gozo com o puto maricas.

Vá, então o gajo esteve lá numa reunião e acho que falaram dumas cenas, do tipo, importantes. Espera aí, o que é aquilo? Não é nada...parecia ter visto a minha avó a conduzir um foguetão, mas acho que é apenas uma cegonha da ASAE. Desde que as cegonhas mudaram da natalidade para a fiscalidade, já não há putos por aí, mas andam a fechar muitos cafés. São piores que nazis essas cabras voadoras. Ainda ontem fecharam o café do meu primo, só porque ele oferecia ecstasy com cada compal de pêssego e porque o barman era um rato mutante. Racistas e xenófobas estas cegonhas nazis.

Ok...concentra-te Narrador. Puto Maricas! Bora lá! O puto tá na reunião, e um enorme Urso de Peluche com a imagem de um umbigo no umbigo empunhava um ceptro e uma coroa dourada. Este urso sentava-se em cima de um homem, e ao longo dos tempos, ia defecando em cima dele. Finalmente a Natureza meteu-se em cima.

O urso falou:
“Coentrão em cima do pão. Eu vou-te mamaaaaar” –espera aí, ele não pode ter dito isso. Deixa-me lá repetir.
Com que então és tu o Rapaz. Eu sou o Rei do Castelo Verde.” –aaah, isto faz mais sentido.
“Sou sim. Chamo-me Rapaz!” –disse o Rapaz.
“Epa, isso é que foi falta de originalidade do teu criador. Como é que se chama o narrador desta história? Narrador??? – Ah... Ah... Ah... Ninguém gosta de espertinhos...
“Bem Rapazito. Eu sou o Rei Urso. Antigamente era um mecânico alentejano de bigode, mas fumei muito desta merda. A tua presença aqui foi premeditada pelos nossos anciães. Eles não são velhos, mas fumaram tanto que a sua pele tem 80 anos e a sua alma 16.”
“O meu avô também tem cara de 80 anos. Mas ele tem 79.”
“Ok, tá certo. És tão imbecil como nos disseram. Meu estúpido rapaz, vou-te contar a história da Maldição do Castelo Verde.”
“Isso vai sair no teste?”

E com esta declaração idiótica, o Rei Urso decidiu fumar um bocado, a ver se aguenta esta merda toda.

NÃO PERCAM BREVEMENTE A CONCLUSÃO DA MALDIÇÃO DO CASTELO VERDE!